segunda-feira, 19 de maio de 2025

Sexta - feira dia 16 de maio - Caso Zayra: Secretária da SEMJIDH e mãe da jovem participam de programa na 95,1 FM e cobram justiça

 Pauta RN”, Rayssa Batista e Osanete Silva reforçam apelo por julgamento e denunciam lentidão no caso que chocou Currais Novos

Na manhã da sexta-feira, 16 de maio, a Secretária Especial de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos de Currais Novos, Rayssa Batista, participou do programa Pauta RN, na Rádio 99,5 FM, ao lado de Osanete Silva, mãe de Zayra Osanaete, jovem brutalmente assassinada em um caso que permanece sem desfecho judicial, apesar de sua gravidade e repercussão.


Durante a entrevista conduzida pelo jornalista Gerson Luís, a secretária Rayssa e Osanete relembraram a brutalidade do crime e denunciaram a morosidade do sistema de justiça, que há anos posterga o julgamento dos acusados. "A dor da perda se agrava a cada dia em que a justiça é adiada. O silêncio das instituições diante da demora se transforma em um segundo tipo de violência", afirmou Rayssa, destacando o papel da SEMJIDH no acompanhamento do caso e no apoio à família da vítima.

Zayra foi assassinada de forma cruel, e o caso, desde então, tornou-se símbolo da luta contra a violência de gênero em Currais Novos e no Rio Grande do Norte. O crime chocou a cidade e gerou comoção popular, mas, mesmo com a gravidade dos fatos, o julgamento se arrasta há anos, frustrando familiares, amigos e a população que exige justiça. Agora, finalmente está marcado para o mês de junho.

Durante o programa, Osanete emocionou os ouvintes ao compartilhar a dor da espera e o impacto da ausência da filha em sua vida. "Minha filha foi tirada de mim de forma brutal. Não há dia em que eu não pense nela. Mas o que mais machuca é saber que, até hoje, ninguém foi responsabilizado. Eu clamo por justiça, não só por Zayra, mas por todas as mulheres que sofrem com a impunidade", disse.

A secretária Rayssa reforçou que o caso não é apenas um episódio isolado, mas reflexo de uma estrutura que ainda falha em proteger as mulheres e punir seus agressores. “Zayra representa tantas outras mulheres silenciadas pela violência. Não podemos permitir que esse caso se perca na burocracia. É preciso fazer pressão, é preciso lembrar”, destacou.

Ao final da entrevista, ambas convocaram a sociedade civil a continuar mobilizada, e anunciaram que a SEMJIDH acompanhará de perto o julgamento, prestando suporte à família e cobrando celeridade nas decisões.

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